segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Clube do Filme

 

Antes o clube do filme do que o clube da luta, filme por demais niilista para mim. O livro de David Gilmour -“Clube do Filme“ (Editora Intrinseca) - retrata a relação entre um escritor/crítico e o seu filho que resolve abandonar a escola.

Os filmes assistidos por ambos, antes de trazerem lições de vida, são uma boa oportunidade para que ambos procurem dialogar sobre suas diferenças e gaps. Mas, é claro, que no final, pelo qualidade de alguns filmes o jovem passa por um breve teste de cinema e passa com louvor, o que deixa o velho pai orgulhoso. Ou seja, não é um livro Bob Pai- Bob Filho, mas um relato sem meia-verdade sobre a relação pai-filho.

A parte en que o pai tenta passar para o filho o sentimento de ouvir os Beatles (ok, “It’s only love” também não é um das minhas preferidas) e o filho não sentir absolutamente nada lembra situações que todos nós pais já passamos em algum momento de nossas vidas, ao mostrar grandes clássicos da música para enfado dos filhos ou pedidos de “Tira essa m..”. 

Mas outras partes também são bem interessantes. Na parte em que questiona o que teria sido feito de atores ou atrizes de uma ou duas falas nos filmes de 007 ou qualquer outro.  Esse é um questionamento que também me faço. Será que ainda estão vivos?

Mike Miers – no primeiro Austin Powers- de uma certa maneira pescou um pouco desse questionamento ao mostrar que os pequenos vilões também tem família e a cena em que a mulher, desesperada, recebe a notícia que o marido faleceu é hilária.

Outras partes que gostei: Referência ao escritor Elmore Leonard. “Hombre” com Paul Newman é um dos meus filmes preferidos e talvez eu volte a falar sobre isso em um dos meus posts.

Parte que não gostei: Achar que “Rastros de Ódio” de John Ford é um filme superestimado é a mesma coisa que o autor considerar “Ishtar” um ótimo filme. Faz duvidar se esse cara não é o David Gilmour do Pink Floyd.

Agora, cacilda, mostrar todos os filmes importantes e não ter nenhum do Chaplin é dose.

Technorati Marcas:

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tintin




Tintin

Desde os meus 12 anos eu venho lendo os álbuns de Tintim – herói criado pelo belga Hérge. Me lembro que fiquei tão fascinado com os desenhos deste mestre que, após ler que se pensarmos em alguma coisa fortemente antes de dormir podemos sonhar com ela, eu lia seus álbuns e pensava em um mundo “linha-clara” - http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_clara

Na verdade, eu queria entrar naquelas aventuras e nas paisagens ricamente desenhadas. Mas até hoje não conseguir sonhar assim. Depois com mais idade, vez por outra, entrava na Livraria Leonardo da Vinci aqui no Rio que tinha uma parte muito boa de quadrinhos em francês-embora eu não entendesse nada- apenas para apreciar os títulos. Os quadrinhos na França e Bélgica tem uma importância impressionante. Lá fica o museu Hergé (http://www.museeherge.com/#/galerie/) , cujo arquiteto foi o mesmo da Cidade da Música do Rio de Janeiro.
Para minha surpresa em Hanói, onde estive em 2007, ou talvez, pensando melhor, nem tanta assim, uma vez que o Vietnã fez parte da antiga possessão francesa da IndoChina, vi algumas capas dos livros impressas em vidro. OK, Tintin não é Mickey Mouse, mas também tem um alcance global.

Quando o Cartoon Network e TV Cultura começaram a passar os episódios produzidos por uma produtora canadense quase pirei. Ali estavam, em excelente produção, alguns dos personagens da minha infância (ao lado de Asterix, Turma da Mônica e uma longa lista) em muito superior à tentativas anteriores. Consegui comprar episódios isolados lançados por uma produtora do Amazonas mas nunca a coleção completa que finalmente foi lançada pela LOGON em 2008. Os 9 DVDs compõe toda os livros do Hérge recentemente lançados pela Cia das Letras. E agora com o filme em 3D que está sendo produzido pelo Spielberg e Peter Jackson a coisa vai ficar legal. Você pode acompanhar o seu desenvolvimento através desse site: www.tintinmovie.org

Uma coisa legal que vi ao pesquisar alguns assuntos sobre Tintim na Internet foi como fazer “paper toys” (como essa da foto).