Antes o clube do filme do que o clube da luta, filme por demais niilista para mim. O livro de David Gilmour -“Clube do Filme“ (Editora Intrinseca) - retrata a relação entre um escritor/crítico e o seu filho que resolve abandonar a escola.
Os filmes assistidos por ambos, antes de trazerem lições de vida, são uma boa oportunidade para que ambos procurem dialogar sobre suas diferenças e gaps. Mas, é claro, que no final, pelo qualidade de alguns filmes o jovem passa por um breve teste de cinema e passa com louvor, o que deixa o velho pai orgulhoso. Ou seja, não é um livro Bob Pai- Bob Filho, mas um relato sem meia-verdade sobre a relação pai-filho.
A parte en que o pai tenta passar para o filho o sentimento de ouvir os Beatles (ok, “It’s only love” também não é um das minhas preferidas) e o filho não sentir absolutamente nada lembra situações que todos nós pais já passamos em algum momento de nossas vidas, ao mostrar grandes clássicos da música para enfado dos filhos ou pedidos de “Tira essa m..”.
Mas outras partes também são bem interessantes. Na parte em que questiona o que teria sido feito de atores ou atrizes de uma ou duas falas nos filmes de 007 ou qualquer outro. Esse é um questionamento que também me faço. Será que ainda estão vivos?
Mike Miers – no primeiro Austin Powers- de uma certa maneira pescou um pouco desse questionamento ao mostrar que os pequenos vilões também tem família e a cena em que a mulher, desesperada, recebe a notícia que o marido faleceu é hilária.
Outras partes que gostei: Referência ao escritor Elmore Leonard. “Hombre” com Paul Newman é um dos meus filmes preferidos e talvez eu volte a falar sobre isso em um dos meus posts.
Parte que não gostei: Achar que “Rastros de Ódio” de John Ford é um filme superestimado é a mesma coisa que o autor considerar “Ishtar” um ótimo filme. Faz duvidar se esse cara não é o David Gilmour do Pink Floyd.
Agora, cacilda, mostrar todos os filmes importantes e não ter nenhum do Chaplin é dose.

